segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Avalição Processual

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
ARTES VISUAIS - LICENCIATURA
ESTÁGIO SUPERVISIONADO III  
Márcia Miranda








AVALIAÇÃO PROCESSUAL








Pólo de Uruana
Novembro de 2010
            O Percurso de Estranhamento do Familiar foi com passos lentos. Após ler os textos do nosso material e refletir em como OLHAR os espaços familiares indagando e investigando, re-descobri as pessoas, seus ofícios e seus costumes. Julgando já conhecer as ruas 33, 37 e 39, lancei um novo OLHAR extraindo um conceito dialógico em cada espaço do meu caminhar. Assim, estranhei o que me parecia comum e vejo que tenho um vizinho guardião o senhor Silvano, o senhor Mauro traz o alimento fresquinho aos meus filhos, leiteiro há anos da rua 33, o tio Agostinho que freqüenta a casa do senhor Osório para as partidas de truco e o balanço das folhagens do pomar da USB – Unidade Básica de Saúde, tudo visualizações peculiares do meu cotidiano que antes eram despercebidas e que passam a serem olhadas poeticamente. Aprendo a valorizar estes espaços.
            As sugestões de espaços para a Escolha da Porta de Entrada é o comercio Polvilho do Sitio, a Serigrafia e a Unidade Básica de Saúde nestes locais, começo a etnografia. E a etnografia da Unidade Básica de Saúde me chama mais atenção, pois, há uma multiplicidade de cidadãos em busca de um auxilio a melhoria de saúde, que refletem uma variedade de gestos, símbolos e costumes. Levo a carta de apresentação e explico ao responsável a proposta do estágio, em que sou bem recebida e colho algumas informações da fundação da Unidade.
*Observação:
No dia de minha primeira visita, as crianças presentes na Unidade Básica de Saúde, desperta o meu interesse.
            A Etnografia da Porta de Entrada, situada a rua 33 no setor Vila Nova, cidade de Ceres. Atende aos cidadãos ceresinos com os serviços de: Dentista; Médicos; Farmácia e medicamentos – hipertensão e diabéticos e outros; Grupos: Diabéticos, hipertensos, gestantes e pesos, planejamento familiares e preventivos; Campanhas nacionais; Vacinas de rotina; Curativos HGT, retiradas de pontos, medicamentos injetáveis; Posto escola – estagiários (UEG, UNB, FACERES) e Visitas domiciliares.
A etapa mais importante é a Elaboração da proposta de intervenção, este momento requer muitas pesquisas embasadas com leituras que complementem um projeto criativo. Elaborei algo simples, no intuito de expor a arte às crianças de zero a cinco de anos idade a experiência sensorial. A proposta necessitou de cuidados para não atrapalhar a rotina do dia Pesagem e ter a sensibilidade de atrair as crianças para intervenção.        Para sensibilizarem fiz a conexão com o artista Yves Klein com a “Antropometria” o corpo como suporte, em que as crianças usaram o corpo como carimbo.
A Realização da proposta (aplicação) foi no dia 18 de novembro das oito horas a dezessete horas, um dia dinâmico. Ao chegar à Unidade Básica de Saúde a enfermeira padrão Francielle gentilmente já tinha organizado um espaço com cadeiras, livros infantis, lápis de cor e outros objetos para atividades artísticas. Acrescentei ao espaço os bonecos de papelão como suporte, as tintas corporais, prato de plástico, espátulas, toalha de tecido e papel toalha. À medida que as crianças chegavam pedíamos a autorização dos responsáveis para participarem da atividade, tiveram alguns responsáveis que não permitiam a participação, o olhar de decepção das crianças era inevitável. As que participaram demonstravam contentamento e satisfação, algumas cantavam durante a atividade, outras eram tímidas e nem respondiam ao que perguntávamos. Quando a criança finalizava sua atividade tínhamos o cuidado de limpa-los e em seguida ganhava pirulitos como agradecimento de participação. Para Francielle e as suas ajudantes mencionamos a conexão da intervenção com o artista Yves Klein, da técnica do uso do corpo como instrumento artístico, exemplificando também o trabalho da professora Ana Amália, em sua pesquisa com as crianças da Associação Nosso Sonho (tetraplégicas, com deficiência visual e paralisa cerebral) expondo às crianças a arte e proporcionando experiências sensoriais, foi um momento com trocas de informações bastante pertinente para a intervenção. A aplicação contou com a participação da colega Ivi Joyce, que me auxiliou na proposta. O registro da aplicação foi com imagens fotográficas autorizada pelo responsável da criança.
 As Dificuldades Encontradas foi o cansaço, trabalhar com crianças necessita de disposição e muito fôlego. Às vezes chegava muitas crianças ao mesmo tempo, aí era preciso dinamismo para atender todas ao mesmo tempo sem bagunçar a proposta da intervenção. Felizmente tudo ocorreu dentro do planejado.
A Avaliação diante das ações da proposta teve um valor primordial para o meu estagio III, foi diferente e proveitoso. Aprendi em como OLHAR os espaços com acuidade reflexiva e educativa, o lugar escolhido trouxe re-significação entre o aprender e o ensinar. E a relação entre os locais informais com formais, elucidando a Arte-Educação próxima de uma ação pedagógica critica variando os espaços (salas de aulas) transitando os conceitos culturais de uma cidade educadora.
             

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